quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Desculpa se te usei como refúgio dos meus sentidos...

Não falei contigo
Com medo que os montes e vales que me achas
Caíssem a teus pés...
Acredito e entendo
Que a estabilidade lógica
De quem não quer explodir
Faça bem ao escudo que és...
às vezes sinto-me como se estivesse
a bater com a cabeça
na parede de uma casa fechada
e da qual não consigo abrir a porta
Saudade é o ar
Que vou sugando e aceitando
Como fruto de verão
Nos jardins do teu beijo...
Mas sinto que sabes que sentes também
Que num dia maior serás trapézio sem rede
A pairar sobre o mundo
Em tudo o que vejo...
confundes-me sabes?
porque não te consigo encaixar...
É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é folha de papel
Nela te pinto nua, nua
Numa chama minha e tua.
Numa chama minha e tua
talvez seja essa a tua grande magia...
Desconfio que ainda não reparaste
Que o teu destino foi inventado
Por gira-discos estragados
Aos quais te vais moldando...
E todo o teu planeamento estratégico
De sincronização do coração
São leis como paredes e tectos
Cujos vidros vais pisando...
às vezes a lógica não chega para te explicar,
às vezes sinto-me como uma criança
a explicar a um adulto um desenho que fez...
Anseio o dia em que acordares
Por cima de todos os teus números
Raízes quadradas de somas subtraídas
Sempre com a mesma solução...
Podias deixar de fazer da vida
Um ciclo vicioso
Harmonioso ao teu gesto mimado
E à palma da tua mão...
e aqui estou eu a escrever coisas sem sentido,
de modo a tentar por alguma lógica na minha cabeça
quando na verdade é impossível...
devia era parar com esta coisa toda...
largar isto tudo e não arriscar (-me)...
mas sempre que tomo a decisão
tu dás-me a volta...
e a lógica desvanece-se...
É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é folha de papel
Nela te pinto nua, nua
Numa chama minha e tua.
Numa chama minha e tua.
às vezes penso que isto é tudo muito ridiculo,
muito estúpido...
eu não me devia sentir assim...
tu não me devias fazer falta...
[tá mallleee]
Desculpa se te fiz fogo e noite
Sem pedir autorização por escrito
Ao sindicato dos deuses...
Mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei
Como refúgio dos meus sentidos
Pedaço de silêncios perdidos
Que voltei a encontrar em ti...

mas a verdade é que
em ti voltei a encontrar algo que tinha perdido...
não foi por querer acredita,
não tenho desejo nenhum de me meter em mais confusões,
mas tu chegaste com o teu sorriso,
com a tua maneira de ser
e aproveitaste a fresta do meu muro,
que eu não tinha tapado
e que tu tinhas criado
[quando sorriste para mim a primeira vez...]
e que eu não tinha reparado
e que agora está a fazer o muro,
que deu tanto trabalho a construir,
desfazer-se em penas...
É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro...

...nela te pinto nua, nua
Numa chama minha e tua.
Numa chama minha e tua.
acho que viver devia ser como um filme...
ias fazendo as várias cenas
e senão gostasses de como elas corriam
fazias um novo take,
até acertares...

Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém...
Se não te deste a ninguém
Magoaste alguém
A mim... passou-me ao lado.
A mim... passou-me ao lado.
ou então podia ser como um jogo,
podia-se fazer uma save game
e voltar atrás se fizessemos porcaria...



será que existe algum walk-through para a vida?
acho que não...
mas e daí ...
será que eu iria segui-lo?

Sem comentários: