sexta-feira, 28 de março de 2008

10 minutos...

As luzes apagaram-se...
lá em baixo a multidão empacotada "roared" [não encontrei uma tradução adequada em português] em conjunto e cá em cima, debruçada sobre a escuridão [e acompanhada por duas das melhores pessoas que posso pensar para partilhar aquele momento], fitei expectante o palco ainda vazio...

[há uma espécie de magia nos momentos que antecedem o concerto não é? uma espécie de brilho diferente no cair dos segundos, no modo como o tempo se distorce e se estica de maneiras impossíveis...com a ansiedade nos ponteiros dos relógios e as primeiras notas por tocar penduradas por entre o barulho da multidão...]

E depois começou um concerto completamente "arrepiante" [parafraseando alguém]
Num ambiente completamente planante Beth Gibbons entrou em palco e o coliseu estacou, os mais sortudos parados no tempo, a recordar 10 anos antes, e os que não tiveram essa sorte, pararam em pontas dos pés e esperaram para ouvir e beber da voz única e espectacular [que se harmoniza tão bem com a guitarra e com as teclas...]
A primeira ovação ao contrário do que se iria esperar não foi na primeira música, mas sim quando os primeiros acordes de mysterons tocaram, para envolver o coliseu em azul e negro...
a partir daí... things just got better...
confesso que não sei todas as músicas que tocaram, até porque não conheço as novas...
mas sei que tocaram [e fizeram-me vibrar em cada nota e cada lamento sofrido da louca que é a senhora Beth Gibbons]: mysterons, glory box, numb, wandering star, over, sour times, only you, cowboys e no encore roads...
se calhar só notei por serem as antigas, se calhar é porque eu estava mais inclinada para as ouvir...
não sei...

depois de escrever e apagar e escrever e voltar a apagar milhões de vezes, desisti de tentar descrever o concerto...se estiveste lá, percebes o que quero dizer e o silêncio funcionará muito melhor do que qualquer chorrilho de palavras que possa escrever...
senão estiveste...acho que não irias perceber de qualquer maneira...




[10 minutos... ontem aprendi que 10 minutos é o tempo que cada pessoa pode dar a si mesma, por dia, para ter pena de si...não mais...o resto, o resto é para viver...e se calhar... os 10 minutos já são demais...]

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